maria da gloria menor

 

Exposição apresenta D. Maria II: Princesa do Grão Pará e rainha de Portugal

 

A vida e a história de D. Maria II, princesa da província mais importante do Brasil Imperial, o Grão-Pará, e segunda mulher a ocupar o trono de Portugal, serão apresentadas ao público paraense em exposição inédita. Intitulada “Maria da Glória: Princesa do Grão-Pará e Rainha de Portugal”, a exposição relembra os 200 anos de nascimento da rainha e as relações culturais luso-amazônicas do século XIX. A abertura ocorre no dia 14 de outubro, às 19h, na sede do Instituto Histórico e Geográfico do Pará (IHGP), em Belém.

Essa é uma iniciativa da Reitoria da Universidade Federal do Pará (UFPA), da Cátedra João Lúcio de Azevedo, com apoio do IHGP e da Fundação da Casa de Bragança. A exposição é aberta ao público e pode ser visitada no período de 15 de outubro a 29 de novembro, de segunda a sexta-feira, no horário de 8h30 às 17h.

A curadoria é dos professores da UFPA Maria de Nazaré Sarges, Diretora da Cátedra João Lúcio de Azevedo, e Aldrin Moura de Figueiredo, coordenador do Grupo de Pesquisa em História Social da Arte. A expografia é da doutoranda Thais Zumero Toscano e do mestrando Luis Augusto Barbosa Quaresma, ambos discentes do Programa de Pós-Graduação em História
(PPHIST) da UFPA, e a montagem é do artista plástico José Fernandes (Zoca).

Exposição – Ao chegar no IHGP, o público será convidado a fazer um passeio cronológico pela vida de D. Maria II, desde seu nascimento, quando foi nomeada princesa do Grão-Pará no Brasil, passando pelos acontecimentos políticos que marcaram a história de Portugal e a vida da princesa, até seu falecimento precoce aos 34 anos de idade.

A área expositiva abrange duas salas no andar térreo do IHGP, integradas ao espaço da capela existente no prédio. A história da rainha será narrada por meio de painéis expositivos, com imagens e textos, fragmentos de cartas e peças do acervo permanente do Instituto, como o busto de D. Maria II, um painel de D. Pedro I, além de mobiliário do período imperial no
Brasil.

A professora Maria de Nazaré Sarges destaca o caráter inédito da exposição: “Desconheço outra exposição, dessa natureza, ter ocorrido no Brasil. D. Maria II foi uma rainha que, antes do seu reinado, recebeu o título de princesa da província mais importante do Império à época: Grão-Pará. Acredito que uma exposição é a melhor forma de contar a sua história”. Segundo a professora, há, ainda, planos de tornar a exposição itinerante por outras cidades brasileiras.

De princesa a rainha – D. Maria II nasceu no dia 4 de abril de 1819, no Paço Real de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, recebendo o nome de Maria da Glória Joana Carlota Leopoldina da Cruz Francisca Xavier de Paula Isidora Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga, a Princesa da Beira. Era a filha mais velha do imperador brasileiro D. Pedro I e da imperatriz Maria
Leopoldina, da Áustria.

Em 1825, aos seis anos, Maria da Glória foi nomeada Princesa do Grão-Pará, maior província do Império brasileiro integrando os antigos Estado do Brasil e Estado do Maranhão, posteriormente denominado Estado do Grão-Pará.

No ano seguinte da nomeação, seu pai abdicou do trono de Portugal em seu favor. Nessa época, sua mãe já havia falecido e sua mão havia sido prometida ao tio, D. Miguel, que deu um golpe para tomar posse do trono em 1828. Aos nove anos, foi enviada para a Europa para estudar e defender os seus direitos ao trono. Somente em 1834, tendo já completado 15 anos de idade, assumiu em definitivo seu posto de monarca, sendo a única rainha na Europa nascida fora do continente.

O reinado de Maria da Glória foi marcado por grandes acontecimentos, como a Guerra Civil, a Revolução de Setembro, a Belenzada, a Revolta dos Marechais, a Revolução da Maria da Fonte e a Patuleia. Um dos marcos de sua atuação como rainha foi a posição contrária ao tráfico de escravos. Também implementou medidas importantes em Portugal, como a institucionalização do ensino primário gratuito, o fim do tráfico de escravos nas colônias portuguesas e a abolição da pena de morte. Foi ainda responsável por criar o primeiro passeio público, onde, pela primeira vez em Portugal, nobres e plebeus poderiam interagir.

Além do primeiro marido, Maria da Glória se casou outras duas vezes e teve 11 filhos, criados com D. Fernando de Saxe-Coburgo-Gotha, com quem foi casada até falecer em 1853, aos 34 anos, devido a complicações no parto de seu último filho.

Cátedra João Lúcio de Azevedo – Criada em 2018, a Cátedra “João Lúcio de Azevedo” tem o objetivo de estreitar os laços de cooperação entre instituições de pesquisa brasileiras e portuguesas. Na UFPA, a Cátedra está diretamente vinculada à Pró-Reitoria de Relações Internacionais (PROINTER) e ao Programa de Pós-Graduação em História, do Instituto de
Filosofia e Ciências Humanas (IFCH).

O nome da cátedra é uma homenagem a um dos maiores historiadores lusitanos com atuação no mundo amazônico e enfatiza os estudos nos campos da História e da Cultura, bem como as suas interfaces com os estudos de patrimônio, literatura, artes, urbanismo, e áreas afins. Desse modo, a Cátedra desenvolve atividades que promovam e disseminem a história e a cultura lusoamazônica no Pará, tal como a exposição em homenagem à Maria da Glória.

 

SERVIÇOSERVIÇO

Data: 14 de outubro de 2019 (segunda-feira)
Horário: 19h
Local: Instituto Histórico e Geográfico do Pará
(Endereço: Rua D’Aveiro Cidade-irmã, n. 62,Bairro Cidade Velha)
Dias e horários de visitação: A partir do dia 15 de outubro, de segunda a sexta-feira, das 8h30às 17h.
Visitas guiadas: O agendamento deve ser feito diretamente com o Instituto Histórico e Geográfico do Pará
Telefone: (091) 3085-4801

 

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